Esse espaço é nosso! Foi criado para uma reflexão sobre EAD. Participe!

"O instrumento é, pois, um objeto social, é produto de uma experiência social de trabalho. Por conseguite, o reflexo generalizado das propriedades objetivas dos objetos de trabalho, que cristalizam neles, é também o produto de uma prática individual" (Leontiev, 1989)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os desafios para implantação da EAD

A educação a distância vem apresentando-se como solução na atualidade, para aqueles que desejam uma formação em nível superior, mas não teria condições para efetuá-la de forma presencial por diversos motivos: custos altos; deslocamento de sua cidade para outra; disponibilidade de tempo para freqüentar as aulas na semana e preparar os trabalhos exigidos por cada disciplina; envolvimento com outras atividades, que exigem tempo e responsabilidade, como um emprego, o casamento, filhos, que impossibilitaria uma conciliação harmoniosa, sem prejudicar ambas as partes, dentre outros.
Mesmo mostrando-se urgente na contemporaneidade, por causa do advento da globalização, do sistema econômico ao qual estamos inseridos, que exige cada vez mais qualificação, competências e habilidades, ainda existe muitos desafios a serem superados para implantação da EAD.
Segundo os autores do livro Educação a distância em oraganizações públicas; mesa redonda de pesquisa-ação. Brasília: ENAP, 2006, os desafios estão divididos em três ordens, que para uma melhor compreensão, exemplificarei em um esquema. Observe: 

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MORAES. Maria Cândida. O paradigma educacional emergente.


·         A partir do texto de Maria Cândida percebemos que a grande maioria dos problemas contemporâneos da política educacional persiste há várias décadas. Apesar da criação de novos programas e projetos, as velhas questões nunca foram tratadas pois, as soluções pensadas eram fragmentadas e não favoreciam o processo de aprendizagem do aluno.
·         Isso, porque a educação ainda tinha como base resquício histórico da ditadura militar que teve um grande peso na educação, da década de 70 até meados de 90, não promovendo nenhuma mudança importante nos processos de ensino-aprendizagem.
·         Apesar dos investimentos públicos nos programas e projetos, as taxas de analfabetismo, de evasão, de repetência continuavam sempre altas, apresentando também baixa qualidade do ensino ministrado além de tantas outras mazelas presentes na educação brasileira nos últimos 30 anos.
·         Outra questão que perdurava é a falta do desconhecimento do usuário, das necessidades, expectativas, interesses, aspirações e potencialidades, associado à escolha dos recursos tecnológicos e produção de programas de forma dissociada das reais condições de aprendizagem dos alunos.
· Outro fato é que a maioria dos projetos desconsideravam o indivíduo como principal centro de referência de toda ação educacional.
·         Pois seus projetos da época estavam amparados no enfoque comportamental e instrucionista.
·         Isso porque a política de educação não tinha como objetivo desenvolver as habilidades do aluno e promover o processo de ensino e aprendizagem, mas mantê-los dentro de padrões sociais. 
·         Mesmo com a introdução da tecnologia no ensino continuava com a mesma metodologia de ensino, pedagogicamente vazia. Com uma visão tradicionalista, apesar das tendências pedagógicas.
·         Mesmo sendo bastante interativo as mídias continuavam a tratar o aluno dentro do conceito de Durkheim, como uma tabula rasa que tudo absorve.

·         Para promover tal mudança no processo de educação, primeiramente buscou-se novos referenciais teóricos que pudessem explicar o conceito contemporâneo de ciência, tentando fazer uma ponte para fortalecer a proposta de um novo modelo de educação.

·         Isso porque é essencial que exista um diálogo entre o modelo da ciência, as teorias de aprendizagem e as atividades pedagógicas desenvolvidas. Pois, ao mesmo tempo em que a educação é influenciada pelo paradigma da ciência, aquela também o determina.

·         A partir dessas correntes teóricas temos que compreender a questão do paradigma emergente da educação que nos remete a modelos e padrões compartilhados que nos ajudam a compreender certos aspectos do velho modelo de educação. Segundo Thomas Kuhn (1994),
Em termos de origem, os valores que estão associados ao paradigma tradicional decorrem de uma associação de várias correntes de pensamento da cultura ocidental, dentre elas, da Revolução Científica, do Iluminismo e da Revolução Industrial, que estiveram presentes a partir dos séculos XVII, XVIII e XIX. As idéias iniciais que muito influenciaram a era moderna foram formuladas nos séculos XVI, XVII e XVIII.

·         Nesse processo percebemos que apesar do velho paradigma não ser mais hegemônico, mas os seus resquícios ainda estão presentes no processo de ensino e aprendizagem quando a escola em alguns “aspectos” ainda continua limitando as crianças, imobilizando-as em seus movimentos, silenciando-as em suas falas, impedindo-as de pensar e sentir, exigindo memorização, repetição, cópia, dando ênfase ao conteúdo, ao resultado, ao produto, recompensando o seu conformismo, a sua "boa conduta", punindo "erros" e suas tentativas de liberdade e expressão.
·         O rompimento com o velho paradigma da educação trás uma transformação na forma de compreender as coisas, com novos debates, novas idéias, articulações, buscas e reconstruções passam a acontecer a partir de novos fundamentos, formados por diversas contribuições teóricas que  fundamentam esse processo de ruptura entre o velho e o novo conceito de educação.
·         O paradigma educacional emergente da educação preza por um ser humano que tenha uma visão de totalidade, aquele ser que aprende, que atua na sua realidade, que constrói o conhecimento não apenas usando o seu lado racional, mas também utilizando toda a multidimensionalidade humana, todo o seu potencial criativo, o seu talento, a sua intuição, o seus sentimentos, as suas sensações e emoções.

·          Algumas implicações educacionais do velho paradigma devem ser substituída com a fragmentação, desarticulação, descontinuada.

·         Necessitando do novo paradigma adotar novos estilos de diagnósticos, novos procedimentos metodológicos mais adequados à investigação que se pretende e que permitem apreender o real em suas múltiplas dimensões, em toda a sua complexidade, para que possamos identificar necessidades concretas capazes de subsidiarem a construção de uma política educacional congruente e uma prática pedagógica mais de acordo com a realidade.

Luciola Santos

CONSTRUÇÃO DE UM MODELO DE EAD

"Muitos acordarão um dia com a transformação já feita
       sem que tenham atentado para o processo construtivo.
       Olharão tudo com ar de espanto."
       Lauro de Oliveira Lima
 
A expansão da EAD, não só no Brasil, mas em todo mundo, se dá a parti de três razões: o aumento da procura por formação ou qualificação; a propagação de meios técnicos que garantem materialmente a concretização desse tipo de educação; e o nascimento de uma cultura que viabiliza interação de pessoas centradas em grupos distintos.
Com isso, é necessário se construir mecanismos que conduzam esse processo. A primeira tarefa para esse fim é definir os grupos relevantes na construção de modelo de EAD. Estariam envolvidos: autoridades governamentais, grupos atuando no ensino privado, fabricantes de equipamentos, companhias telefônicas, professores necessitando obter uma titulação, corporações necessitando requalificar seus funcionários, um conjunto de atores coletivos, enfim, divulgando seus interesses e perspectivas de modo explícito.
       A tarefa seguinte seria conhecer a flexibilidade interpretativa em sua prática e as estruturas tecnológicas envolvidas nas ações.
Inúmeros problemas surgem decorrentes da ausência de regulamentação. A falta de critérios aumenta os riscos de que se implantem cursos de má qualidade, visando apenas o lucro fácil, e gera um clima de desconfiança que reforça ainda mais as restrições que existem a respeito do novo modelo de ensino.
É importante salientar que a EAD não é um tipo de educação adequado a todas as pessoas. Por suas características exigi dos alunos muita disciplina, além da autonomia.
O principal problema desse novo método de ensino está nas resistências que lhe são feitas especialmente por profissionais da educação, na medida em que são elas que impedem um debate consequente sobre o tema.

Lucas Lamonier

METODOLOGIA EM EAD


O método de ensino à distancia tem sido bastante discutido ultimamente. Percebe-se claramente que educar fazendo uso das novas tecnologias e um realidade, mas, quando se trata de Educação à Distancia (EaD), algumas práticas precisam ser repensadas.
O método de ensino é uma prática educativa, é uma ferramenta didática que jamais  pode ser esquecida pelo educador, ela serve de base, princípio orientador que norteia o profissional de ensino no caminho da construção do conhecimento. Em EaD, essa prática precisa ser repensada.
Há professores que ainda questionam: Ensinar a alunos de cursos presenciais e alunos à distancia é a mesma coisa? É evidente que estamos lidando com realidades completamente diversas, por isso, os métodos precisam ser repensados e distintos para cada situação.
Numa pesquisa da Escola Nacional de Administração Publica (ENAP), publicada com o tema “Educação à Distância em organizações Publicas” em Brasília, 2006, é perceptível que um leque bem amplo de sugestões e métodos de trabalho em EaD. O trabalho do ENAP destaca que independente do método deve-se priorizar alguns aspectos fundamentalmente importantes:
·         Levantamento de dados para demandas e capacitação de profissionais;
·         Planejamento, isso facilitará na tomada de decisões;
·         Elaboração do material pedagógico, isso inclui material impresso, atividades online, mecanismos de avaliação e outros;
·         E, avaliação do processo como um todo.
Para que um curso de EaD alcance seus objetivos, ele precisa ser bem planejado, exige a colaboração de um grupo de especialistas, desde o professor conteudista até o técnico de informática.  A EaD exige muito mais do professor do que o ensino presencial, é preciso combinar a habilidade de comunicar e orientar com a capacidade de desenvolver atividades diversas se utilizando de recursos (mídia, filmes, sites, ambientes virtuais de amprendizagem) que estimulem o alunado.
Por outro lado, o aluno de EaD também precisa se adaptar a essa nova realidade, é necessário assumir uma nova postura, uma vez que a autonomia nesta modalidade é privilegiada, o aluno precisa ser objetivo, ter propósitos bem definidos, administrar bem seus horários de estudo, desenvolver suas competências buscando habilidades e atitudes que serão imprescindíveis ao alcance  do sucesso nos estudos.

Rosival de Oliveira

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Desafios na EAD

O Sistema de EAD vem colaborando satisfatoriamente para a ampliação educacional no Brasil, uma vez que, propicia uma expansão da educação de forma igualitária, rompendo assim várias barreias existentes na modalidade presencial de ensino, contudo, é importante ressaltar que, os desafios do ensino a distância são bem maiores do que idealizamos porque não basta crescermos apenas em números e sim em qualidade, com isso, faz-se necessário buscar mecanismos que tornem esse sistema mais atrativo e eficiente.
 A tecnologia como aliada a sociedade vem mudando com o passar do tempo, dessa forma, vivemos na era da informação, e devemos utilizar esses mecanismos como meios para facilitar nossas vidas, todavia, e importante observar que, o uso das tecnologias na educação por si só não mudam em nada o desenvolvimento educacional, para que o conhecimento se concretize de fato é necessário que tenhamos uma visão mais crítica e reflexiva sobre seu uso, já que, há instituições que acabam industrializando o ensino, tendo como objetivo somente treinar os cursistas, deste modo, se não houver mudanças de paradigmas na educação, estaremos apenas consumindo formas tradicionais de educar. O simples fato de transferir informações não determina conhecimento, assim sendo, quando falamos de educação a distância faz-se necessário que sejam revistas às práticas existentes neste sistema, pois, entendemos que a simples utilização das tecnologias não garante ao docente conhecimento crítico e reflexivo.

Soiana Mara